Onça-pintada e o perigo da extinção

Por Fernando von Zuben

Na sessão de cartas da edição de novembro/2013 da revista Science – uma das principais publicações científicas do mundo – há um relato alarmante em relação à preservação da onça-pintada na Mata Atlântica.

De acordo com o texto, enquanto as populações de predadores do topo da cadeia estão voltando a crescer na América do Norte, a situação no Brasil se mostra exatamente oposta. Os dados levantados durante uma recente reunião de 25 especialistas em vida selvagem apontam que a Mata Atlântica pode ser o primeiro bioma tropical a extinguir a onça-pintada. No encontro, promovido pela Tetra Pak®, pesquisadores estimaram que atualmente menos de 250 animais adultos vivem nesta região, distribuídos em oito populações isoladas. No entanto, análises moleculares mostram que menos de 50 animais apresentam um parâmetro crítico para manter a diversidade genética.

Este cenário foi estabelecido por conta da caça permanente e incessante à espécie, uma prática medieval, combatida na maioria dos países civilizados. . Mesmo em grandes áreas de proteção, essa prática constante ameaça a permanência deste importante predador.

A onça-pintada exerce um papel fundamental no topo da cadeia, controlando diversas espécies de herbívoros, como capivaras, veados e queixadas, além de outros predadores menores como ratos, raposas e guaxinins. Por isso, sua extinção causaria um desequilíbrio imensurável no funcionamento do ecossistema.

A Mata Atlântica é uma região extremamente devastada e, hoje, tem menos de 12% de mata virgem preservada. Embora 24% das áreas remanescentes sejam grandes o suficiente para abrigar as onças, estas espécies são encontradas apenas em 7% do território da floresta.

Com o crescimento da urbanização e a diminuição do bioma da Mata Atlântica, a onça-pintada se mostra ainda mais vulnerável. Programas de preservação da população remanescente, a possibilidade de reprodução assistida e reintrodução podem representar uma nova esperança para as onças. Na ausência de eficácia destas ações, o destino do maior predador das florestas atlânticas é desolador.

Preservação

Ao preservar a diversidade biológica agora, damos às futuras gerações a opção de valorizar e beneficiar-se dela também. Ecologicamente falando, níveis saudáveis de biodiversidade são essenciais para a produtividade agrícola. Insetos e outros animais ajudam as plantas a reduzir, contribuem para a fertilidade do solo e regulam as populações de pragas. Árvores e plantas filtram poluentes.

Micro-organismos minúsculos no solo decompõem a matéria orgânica, ajudam a mover ar, água e nutrientes para o solo e destruir pragas. A biodiversidade é uma parte fundamental do sistema Terra por suportar muitos serviços básicos naturais para os seres humanos, tais como água doce, solo fértil e ar limpo. Biodiversidade ajuda a polinizar nossas flores e plantas, limpar nosso lixo e colocar comida na mesa. Sem ela, não seríamos capazes de sobreviver.

Com o objetivo de disseminar informação sobre a importância da preservação, a Tetra Pak® realiza diversos programas de educação ambiental. Além disso, a empresa investe em projetos e apoios à ONGs que atuam na proteção, reabilitação e reprodução de animais silvestres ameaçados.

Desta forma, a Tetra Pak® tem ciência da importância da preservação da biodiversidade e  acredita em uma liderança industrial responsável, gerando crescimento com rentabilidade em harmonia com a sustentabilidade ambiental e boa cidadania corporativa.

Fernando von Zuben é Diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak.

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