Encontro com fornecedores discute ética nas relações do Banco Santander

Foto Santander BRCrédito: Santander Brasil

Encontro debateu a importância de cuidar das questões sociais e ambientais, além das econômicas, em suas cadeias produtivas. Da direita para a esquerda: Linda Murasawa; Marcelo Calazans; Alexandre Melara; Marcos Antonio Gulino e Cristina Fedato. Foto: Marcio Hideki Kato

O Encontro com Fornecedores 2016, realizado pelo Santander em 10 de novembro, reuniu em São Paulo, na sede do Banco, 150 participantes, entre fornecedores e funcionários do Banco. O evento abordou a importância da gestão da cadeia de suprimentos.

A proposta do encontro, que acontece anualmente, é ser um espaço para o compartilhamento de práticas que inspirem o fortalecimento de toda a cadeia de fornecedores do Banco, contribuindo para a prevenção e o monitoramento de riscos, além de ampliar o debate sobre a ética e a sustentabilidade entre os públicos de relacionamento do Santander.

A abertura foi feita pelo Superintendente Executivo de Custos, Organização e Eficiência do Santander, Jean Paulo Kambourakis. Marcelo Calazans, Superintendente de Gestão de Fornecedores, e Marcos Antonio Gulino, Superintendente de Planejamento e Controle de Gastos, apresentaram as práticas que o Santander vem implementando para aprimorar os seus processos de gestão de fornecedores. Geane Claudia Silva Oliveira, gerente de Compliance, apresentou o novo Código de Conduta Ética do Santander.

Entre os especialistas externos estiverem presentes Cristina Fedato, consultora sênior do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, e Alexandre Plasti Melara, Gerente de Riscos, Governança e Compliance da Deloitte. Ao final, eles participaram de um painel moderado pela Superintendente Executiva de Sustentabilidade do Santander, Linda Murasawa, em que os participantes puderam fazer perguntas aos palestrantes.

Neste ano, o filósofo e professor da Universidade de São Paulo Clóvis de Barros Filho também ministrou uma palestra sobre ética. Em sua fala, ele destacou que “a ética implica na participação de todos na identificação dos princípios básicos que regerão a convivência em situações novas e desafiadoras”.

CADEIA DE VALOR DE 40 MIL PESSOAS

O Banco Santander possui atualmente 1,6 mil fornecedores de produtos e serviços. São aproximadamente 40 mil pessoas trabalhando nessa cadeia de valor.

“Isso é quase outro Santander”, disse Jean Paulo Kambourakis na abertura do encontro, fazendo uma comparação com o número de funcionários do Banco, que é de cerca de 50 mil pessoas. Isso evidencia, segundo ele, a relevância de fazer a gestão desses fornecedores de uma maneira abrangente, considerando todas as questões que podem impactar os negócios do Banco.

ACOMPANHAMENTO CONSTANTE

O Santander mantém uma estrutura de Gestão de Fornecedores e adota processos que promovem o respeito à legislação vigente, a ética e integridade nas operações e a adoção de boas práticas ambientais, trabalhistas, de direitos humanos e de combate à corrupção em sua cadeia produtiva.

Todo o processo começa na concorrência, passa pela homologação, contratação e, posteriormente, pelo monitoramento e governança da base de fornecimento. Em todas essas etapas há requisitos sociais e ambientais, além dos técnicos e de preços.




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É um movimento que reúne as histórias de líderes empresariais com o objetivo de conectar, inspirar e educar jovens líderes para os valores da sustentabilidade. É ainda um conjunto de ferramentas – livros, portal, videopalestras, eventos educativos regionais e nacionais, cursos e conteúdos de apoio à educação de líderes – que se presta a apoiar empresas, associações classistas, escolas de negócio e universidades na gestão de conhecimento para a sustentabilidade.

Não. Embora relate histórias de presidentes de companhias, a Plataforma se destina a todo profissional que exerce algum tipo de liderança. O líder não está sentado apenas na cadeira de presidente. Pode estar nos diferentes escalões de uma empresa. Pode estar à frente de um departamento, de uma pequena empresa, de um empreendimento ou de algum processo.

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Não é um conceito, mas um nome que criamos para designar um tipo de líder que lidera com valores e pela sustentabilidade. Este perfil de liderança tem sido crescentemente mencionado em documentos internacionais, como os Princípios da Educação Empresarial Responsável e a Agenda 50+20, por organizações como o Pacto Global da ONU e o Pnuma e em eventos internacionais relevantes, como o Fórum de Davos e a Rio+20.

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Primeiro, ouvimos  entre 70 e 80 especialistas em sustentabilidade (acadêmicos, consultores, formadores de opinião) para elaborar uma lista inicial de indicações. As empresas mais indicadas são, posteriormente, estudadas pela equipe Ideia Sustentável (mediante análise de relatórios e entrevistas) para verificar se – e o quanto – estão adequadas ao tema do ano. Só, então, depois desse procedimento, são convidadas a participar. Em 2011, o tema foi o estado da arte da liderança sustentável. Em 2012, como as empresas estão educando os seus líderes para o tema. Em 2013, estratégia. Em 2014 e 2015, serão, respectivamente, inovação e comunicação.

Em 2011, com o lançamento do livro Conversas com Líderes Sustentáveis (Senac-SP). Observando que as histórias dos personagens do livro impactavam os ouvintes, e que um livro, por melhor que fosse, atingiria um público limitado, o autor, Ricardo Voltolini, convidou alguns dos presidentes a compor um movimento com o propósito inicial de realizar encontros empresariais pelo país. O livro foi consequência de pesquisa feita por Ideia Sustentável, em 2008, que apontou a liderança como a variável de sucesso mais importante para a inserção do conceito de sustentabilidade na gestão e na cultura dos negócios.

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Sim. Mas o apoio não é uma condição para integrar o conjunto de cases. O processo de seleção – já mencionado – obedece a critérios técnicos. E desse princípio Ideia Sustentável não abre mão sob pena de comprometer a qualidade das ideias e legitimidade das ações. Há empresas que integram o movimento e não o apoiam. Para apoiar, a empresa precisa se comprometer com os seis princípios da Plataforma. Ideia Sustentável se reserva o direito de não aceitar o apoio de empresas fabricantes de cigarros, de armas e envolvidas em negócios controversos, cujos impactos socioambientais sejam contestados pela maioria da sociedade.

Não, ela não é nem um prêmio nem um selo. É uma iniciativa de gestão de conhecimento que visa tão somente mostrar como as empresas e os seus líderes estão enfrentando os dilemas da inserção da sustentabilidade nos negócios. Não conferimos notas e avaliações a empresas, não transformamos líderes em gurus, não idolatramos pessoas e marcas, não atestamos idoneidade ética e moral nem oferecemos nenhum tipo de aval de que uma companhia é mais ou menos sustentável. Também não julgamos, por princípio, empresas e pessoas.

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