Itaú Unibanco apoia o 1º Censo de Negócios de Impacto Socioambiental do Brasil

Até 12 de fevereiro (inscrições prorrogadas) aceleradoras, incubadoras, investidores, empresas, institutos e fundações estão organizados para mapear negócios de impacto pelo país. A ideia é conhecer o pipeline 2017 de soluções e inovações nas áreas de educação, saúde, cidadania, cidades, finanças sociais e tecnologias verdes. Cadastre-se www.pipe.social

1º censo itau

Para o empreendedor, a boa notícia é que o ecossistema quer se aproximar ainda mais desses negócios para conhecer as soluções inovadoras que já existem e quais as reais e atuais necessidades desses negócios. Também é uma oportunidade para os atores, que há mais de 10 anos atuam na área, medirem o tamanho desse mercado no país e o seu potencial de transformação. Esse é um setor da economia que está cada vez mais na pauta global como um caminho sem volta para um mundo mais sustentável e inspirado pelas 17 metas da ONU para 2030. “O mundo está caminhando para elevar a barra para todos os negócios. Os empreendedores não querem mais apenas reduzir o impacto social e ambiental de seus negócios. A tendência é que uma nova geração de empreendedores criem  negócios que já nasçam com propósito de aprimorar o mundo e oferecer mais e melhores oportunidades de vida para populações de menor renda”, diz Celia Cruz, Diretora do ICE – Instituto de Cidadania Empresarial.

São mais de 30 atores que estão somando esforços para entenderem melhor o pipeline atual, demandas e oportunidades dos negócios nos seus diferentes estágios de maturação. Entre eles:  Pipe.Social, Itaú, Cieb, Força Tarefa de Finanças Sociais, Acelera Partners, Amani Institute, ANDE, Anprotec, Artemisia, Baanko, Bemtevi, BioStartup Lab, Capitalismo Consciente CESAR, Comitê CleanTech, Din4mo, Endeavor, ICE, Impact Hub, InovAtiva de Impacto, Kaleydos, Libria, MOV Investimentos, NESsT, Pillow, ponteAponte, Plug, Innovaction Institute, Instituto Quintessa, Inspirare e Apreender, Sistema B, SITAWI, Social Good Brasil, Start-Ed, Vox Capital, Worth a Million, Yunus Negócios Sociais.

Inovações do CENSO

O Censo traz duas grandes inovações. 1) É a primeira vez que o ecossistema se reúne em peso para uma ação conjunta de mapeamento desses negócios. 2) Além disso, o caráter sustentável da iniciativa vai além de uma análise de dados: os empreendedores recrutados nessa chamada ganham um perfil ativo na plataforma para expor suas soluções, editá-las e incrementá-las ao longo do tempo para que suas evoluções sejam acompanhadas.

“O censo não será apenas uma fotografia de momento, a vitrine será usada para um monitoramento desses negócios que poderão atualizar seus perfis e usá-los como um portfólio virtual para as oportunidades do setor. Além de ter um catálogo vivo dos negócios, acompanhar a evolução desse pipeline em tempo real, a Pipe também quer facilitar a vida do empreendedor que perde muito tempo preenchendo cadastros e se inscrevendo em chamadas em várias plataformas. Queremos ser usados como o Linkedin dos negócios de impacto do Brasil”, diz Mariana Fonseca, cofundadora da Pipe.Social e hunter de tecnologias de impacto.

Além de se projetar para os atores do ecossistema, os empreendedores também podem usar a ferramenta para entender o mercado, concorrentes, benchmarks e fazer networking. Por outro lado, investidores, aceleradoras, incubadoras, institutos e fundações vão acessar essa base para prospectar potenciais negócios para receberem investimentos, aceleração, mentoria, parcerias e estimular novos canais de distribuição.

“Os negócios de impacto são essas organizações que comercializam produtos e serviços que incidem diretamente na melhoria de indicadores sociais e ambientais – e equilibram os objetivos de gerar impacto e rentabilidade financeira. A Pipe é o espaço para estes negócios de impacto serem encontrados!”, complementa Leonardo Letelier, CEO da SITAWI Finanças do Bem, as duas organizações compõem a Diretoria Executiva da Força Tarefa.

Depois da coleta de todos esses dados, será realizado um estudo com análises por vertical de negócio de impacto. A pesquisa será patrocinada pelo CIEB e pela Força Tarefa de Finanças Sociais.

 

Conteúdo retirado de: http://blog.pipe.social/2016/11/30/1o-censo-de-negocios-de-impacto-socioambiental-do-brasil/




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É um movimento que reúne as histórias de líderes empresariais com o objetivo de conectar, inspirar e educar jovens líderes para os valores da sustentabilidade. É ainda um conjunto de ferramentas – livros, portal, videopalestras, eventos educativos regionais e nacionais, cursos e conteúdos de apoio à educação de líderes – que se presta a apoiar empresas, associações classistas, escolas de negócio e universidades na gestão de conhecimento para a sustentabilidade.

Não. Embora relate histórias de presidentes de companhias, a Plataforma se destina a todo profissional que exerce algum tipo de liderança. O líder não está sentado apenas na cadeira de presidente. Pode estar nos diferentes escalões de uma empresa. Pode estar à frente de um departamento, de uma pequena empresa, de um empreendimento ou de algum processo.

Storytelling é a base metodológica da Plataforma Liderança Sustentável. São muitas as definições. A que utilizamos é a seguinte: usar a narrativa empresarial como meio para inspirar e educar pessoas. Bons líderes têm, entre as suas habilidades, a arte de contar histórias e envolver pessoas. Em vez de business cases, o que fazemos é estruturar narrativas que mostram como pensam, agem, tomam decisões e em que valores acreditam líderes sustentáveis. Essas narrativas, que combinam fatos empresariais e pessoais, estabelecem proximidade, proporcionam maior identificação, humanizam o discurso da sustentabilidade e, assim, ajudam a fazer a gestão do conhecimento para a mudança.

Não é um conceito, mas um nome que criamos para designar um tipo de líder que lidera com valores e pela sustentabilidade. Este perfil de liderança tem sido crescentemente mencionado em documentos internacionais, como os Princípios da Educação Empresarial Responsável e a Agenda 50+20, por organizações como o Pacto Global da ONU e o Pnuma e em eventos internacionais relevantes, como o Fórum de Davos e a Rio+20.

Não, não é necessário, desde que o material não seja usado para fins de lucro. Qualquer pessoa interessada em adotar os conteúdos da Plataforma poderá fazê-lo, bastando acessar o vídeo diretamente nos portais do Vimeo e do YouTube, onde estão arquivados. Recomendamos que, feita a utilização do material, o interessado envie depois por e-mail (plataforma@ideiasustentavel.com.br) um breve relato dos resultados e impactos em sala de aula, em palestras ou treinamentos.

Primeiro, ouvimos  entre 70 e 80 especialistas em sustentabilidade (acadêmicos, consultores, formadores de opinião) para elaborar uma lista inicial de indicações. As empresas mais indicadas são, posteriormente, estudadas pela equipe Ideia Sustentável (mediante análise de relatórios e entrevistas) para verificar se – e o quanto – estão adequadas ao tema do ano. Só, então, depois desse procedimento, são convidadas a participar. Em 2011, o tema foi o estado da arte da liderança sustentável. Em 2012, como as empresas estão educando os seus líderes para o tema. Em 2013, estratégia. Em 2014 e 2015, serão, respectivamente, inovação e comunicação.

Em 2011, com o lançamento do livro Conversas com Líderes Sustentáveis (Senac-SP). Observando que as histórias dos personagens do livro impactavam os ouvintes, e que um livro, por melhor que fosse, atingiria um público limitado, o autor, Ricardo Voltolini, convidou alguns dos presidentes a compor um movimento com o propósito inicial de realizar encontros empresariais pelo país. O livro foi consequência de pesquisa feita por Ideia Sustentável, em 2008, que apontou a liderança como a variável de sucesso mais importante para a inserção do conceito de sustentabilidade na gestão e na cultura dos negócios.

Com receita advinda do patrocínio de empresas apoiadoras que se identificam, institucional e ideologicamente, com a missão da Plataforma de inspirar e educar jovens líderes para a sustentabilidade. Os recursos destinam-se integralmente ao pagamento dos profissionais envolvidos na execução das atividades, pesquisa e produção de conhecimento, criação de videos inspiracionais/educacionais, organização de eventos (nacional e regionais) e  manutenção do portal.

Sim. Mas o apoio não é uma condição para integrar o conjunto de cases. O processo de seleção – já mencionado – obedece a critérios técnicos. E desse princípio Ideia Sustentável não abre mão sob pena de comprometer a qualidade das ideias e legitimidade das ações. Há empresas que integram o movimento e não o apoiam. Para apoiar, a empresa precisa se comprometer com os seis princípios da Plataforma. Ideia Sustentável se reserva o direito de não aceitar o apoio de empresas fabricantes de cigarros, de armas e envolvidas em negócios controversos, cujos impactos socioambientais sejam contestados pela maioria da sociedade.

Não, ela não é nem um prêmio nem um selo. É uma iniciativa de gestão de conhecimento que visa tão somente mostrar como as empresas e os seus líderes estão enfrentando os dilemas da inserção da sustentabilidade nos negócios. Não conferimos notas e avaliações a empresas, não transformamos líderes em gurus, não idolatramos pessoas e marcas, não atestamos idoneidade ética e moral nem oferecemos nenhum tipo de aval de que uma companhia é mais ou menos sustentável. Também não julgamos, por princípio, empresas e pessoas.

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