Votorantim amplia possibilidades de negócios no Legado das Águas com o ecoturismo

Nos últimos cinco anos, empresa investiu R$ 15 milhões na Reserva. O aporte fez parte de um plano estratégico que teve como objetivo identificar as possibilidades de negócios na área que está localizada a 130 quilômetros da capital paulista.

O Legado das Águas, maior Reserva privada de Mata Atlântica do País, localizada no Vale do Ribeira entre os municípios de Juquiá, Tapiraí e Miracatu (SP) e administrada pela gestora de ativos ambientais Reservas Votorantim, está oferecendo atividades de ecoturismo. Grupos de até 20 pessoas poderão observar aves, praticar canoagem pelas águas do rio Juquiá ou fazer uma trilha de bicicleta pela vegetação da Mata Atlântica. Também podem ser agendados a grupos, rotas de turismo científico e estudo do meio para escolas, além de diversos cursos oferecidos regularmente.

A novidade faz parte da estratégia da Votorantim que, desde 2012, vem estruturando o Legado das Águas para ser um negócio da nova economia. A iniciativa combina proteção ambiental com a possibilidade de utilização de recursos naturais de maneira sustentável, com geração de renda, valor compartilhado e desenvolvimento das comunidades locais.

“Nós percebemos que além da conservação da flora e da fauna e educação ambiental, a Reserva poderia ser um local de práticas esportivas, ecoturismo e contemplação da natureza, proporcionando à sociedade desfrutar de uma área praticamente intocada”, afirma David Canassa, diretor da Reservas Votorantim.

Para assegurar que a abertura para o ecoturismo acontecesse de forma responsável, foi realizado um minucioso estudo. O levantamento apontou quais atividades poderiam ser praticadas e o limite de visitantes. “Desenvolveremos as atividades com grupos pré-definidos, pois o Legado das Águas não é um parque, é uma Reserva focada em conservação. Uma oportunidade ímpar para as pessoas conhecerem a Mata Atlântica em toda sua exuberância”, afirma Frineia Rezende, gerente da Reservas Votorantim. Além das atividades de ecoturismo, o Legado das Águas já funciona como um polo de pesquisas científicas e provedor de compensações ambientais. Em julho de 2016, também inaugurou um viveiro especializada em Mata Atlântica, com capacidade de produzir cerca de 200 mil mudas por ano para recomposição florestal, projetos de paisagismo e reflorestamento de centros urbanos.

Inicialmente as atividades de ecoturismo serão realizadas aos finais de semana e poderão ser acessadas pelo site www.legadodasaguas.com.br

Sobre o Legado das Águas

O Legado das Águas é uma Reserva privada de 31 mil hectares de Mata Atlântica, equivalente a 1,5% da área residual desse bioma. Localizado no Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, abrange três municípios – Juquiá, Miracatu e Tapiraí – e foi constituído pela aquisição de diversas áreas entre as décadas de 1920 e 1950 pela Votorantim.

Na época, a empresa pretendia conservar a cobertura vegetal para garantir no longo prazo a disponibilidade hídrica da região, onde estão sete usinas hidrelétricas que fornecem energia para a produção de alumínio. Essa visão foi ampliada e se materializou em um protocolo de intenções, firmado em 2012 entre o Governo do Estado de São Paulo e a Votorantim S.A., para a implantação de uma Reserva que ofereça um legado positivo para a sociedade, desenvolvendo atividades de pesquisa, educação ambiental e turismo sustentável, além de possibilidades de negócios a partir dos recursos ambientais ali presentes.




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É um movimento que reúne as histórias de líderes empresariais com o objetivo de conectar, inspirar e educar jovens líderes para os valores da sustentabilidade. É ainda um conjunto de ferramentas – livros, portal, videopalestras, eventos educativos regionais e nacionais, cursos e conteúdos de apoio à educação de líderes – que se presta a apoiar empresas, associações classistas, escolas de negócio e universidades na gestão de conhecimento para a sustentabilidade.

Não. Embora relate histórias de presidentes de companhias, a Plataforma se destina a todo profissional que exerce algum tipo de liderança. O líder não está sentado apenas na cadeira de presidente. Pode estar nos diferentes escalões de uma empresa. Pode estar à frente de um departamento, de uma pequena empresa, de um empreendimento ou de algum processo.

Storytelling é a base metodológica da Plataforma Liderança Sustentável. São muitas as definições. A que utilizamos é a seguinte: usar a narrativa empresarial como meio para inspirar e educar pessoas. Bons líderes têm, entre as suas habilidades, a arte de contar histórias e envolver pessoas. Em vez de business cases, o que fazemos é estruturar narrativas que mostram como pensam, agem, tomam decisões e em que valores acreditam líderes sustentáveis. Essas narrativas, que combinam fatos empresariais e pessoais, estabelecem proximidade, proporcionam maior identificação, humanizam o discurso da sustentabilidade e, assim, ajudam a fazer a gestão do conhecimento para a mudança.

Não é um conceito, mas um nome que criamos para designar um tipo de líder que lidera com valores e pela sustentabilidade. Este perfil de liderança tem sido crescentemente mencionado em documentos internacionais, como os Princípios da Educação Empresarial Responsável e a Agenda 50+20, por organizações como o Pacto Global da ONU e o Pnuma e em eventos internacionais relevantes, como o Fórum de Davos e a Rio+20.

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Em 2011, com o lançamento do livro Conversas com Líderes Sustentáveis (Senac-SP). Observando que as histórias dos personagens do livro impactavam os ouvintes, e que um livro, por melhor que fosse, atingiria um público limitado, o autor, Ricardo Voltolini, convidou alguns dos presidentes a compor um movimento com o propósito inicial de realizar encontros empresariais pelo país. O livro foi consequência de pesquisa feita por Ideia Sustentável, em 2008, que apontou a liderança como a variável de sucesso mais importante para a inserção do conceito de sustentabilidade na gestão e na cultura dos negócios.

Com receita advinda do patrocínio de empresas apoiadoras que se identificam, institucional e ideologicamente, com a missão da Plataforma de inspirar e educar jovens líderes para a sustentabilidade. Os recursos destinam-se integralmente ao pagamento dos profissionais envolvidos na execução das atividades, pesquisa e produção de conhecimento, criação de videos inspiracionais/educacionais, organização de eventos (nacional e regionais) e  manutenção do portal.

Sim. Mas o apoio não é uma condição para integrar o conjunto de cases. O processo de seleção – já mencionado – obedece a critérios técnicos. E desse princípio Ideia Sustentável não abre mão sob pena de comprometer a qualidade das ideias e legitimidade das ações. Há empresas que integram o movimento e não o apoiam. Para apoiar, a empresa precisa se comprometer com os seis princípios da Plataforma. Ideia Sustentável se reserva o direito de não aceitar o apoio de empresas fabricantes de cigarros, de armas e envolvidas em negócios controversos, cujos impactos socioambientais sejam contestados pela maioria da sociedade.

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