6º Estudo NEXT – Construção – Tendência 5 – Eficiência energética e hídrica

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Responsável por uma grande parcela do consumo global de água e energia e por elevados níveis de emissões de gases de efeito estufa, a indústria da construção precisa valorizar a  eficiência de produtos e processos para minimizar os seus impactos sobre o meio ambiente e a sociedade, seja por meio de novas obras sustentáveis seja pelo retrofit de edificações existentes

Construções inteligentes para desempenhos eficientes


Em 2014, as edificações responderam globalmente por cerca de um terço do consumo de energia, por um quinto de todas as emissões de gases de efeito estufa – com destaque para 40% do CO2 lançado na atmosfera – e por 65% dos resíduos gerados, segundo dados do PNUMA. Já de acordo com o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), a indústria da construção civil consome 21% de toda a água tratada e 50% de toda a eletricidade produzida no país.

Se levada em conta a projeção de que, no ritmo atual, o uso de energia pelos edifícios tende a triplicar até 2050, conforme prevê o relatório Climate Change: Implications for Buildings (Mudanças Climáticas: Implicações para os Edifícios), da European Climate Foundation (ECF), não resta outra saída ao setor, diante do quadro grave de mudanças climáticas, senão a de priorizar cada vez mais a gestão eficiente dos recursos naturais nas obras.

Ainda segundo a ECF, caso sociedades, governos e empresas não tomem providências a respeito das emissões de CO2, a temperatura do planeta deverá elevar-se entre 2,6 a 4,8°C nos próximos anos. Nesse cenário, qual o papel do setor da construção?

Ao mesmo tempo em que responde por grande volume de emissões, também apresenta enorme potencial de reduzi-las, com capacidade para uma economia de energia de 50% a 90% em edificações novas e existentes, se se valer, por exemplo, da Análise de Ciclo de Vida (ACV), destacada na Tendência 2 deste estudo como ponto de partida para o planejamento de longo prazo das construções. Tal ferramenta garante ganhos de eficiência especialmente na fase de operação do projeto, evitando impactos ambientais e poupando recursos financeiros.

O infográfico a seguir apresenta algumas soluções sustentáveis que podem ser implantadas nas edificações (clique aqui para ver o infográfico)

Apesar das inúmeras soluções tecnológicas disponíveis no mercado, a busca pela sustentabilidade no setor da construção pode ser acelerada por políticas públicas que contemplem, por exemplo, a redução de emissões, incentivando melhorias em edificações existentes que proporcionem níveis de eficiência energética cada vez mais elevados.

Nesse sentido, tendem a surgir – não apenas para prédios comerciais, mas também residenciais – ferramentas ou certificações dirigidas ao retrofit, como o LEED Existing Building Operations Maintance, por exemplo, que aumentam a economia de recursos e aprimoram a operação das obras,

O retrofit – readequação energética e hídrica de edificações existentes – é um aliado importante no enfrentamento das mudanças climáticas. Contudo, muitas vezes, o empreendedor não tem consciência disso e ainda supervaloriza o peso do custo adicional, que, em prédios comerciais, varia de zero a 5%.

Assim, em paralelo ao retrofit, ganha força a tendência de concentrar os esforços de sustentabilidade cada vez mais na etapa de planejamento das obras, pois quanto antes se integrar o conceito, mais rápidos serão os retornos de eficiência e menores os investimentos adicionais necessários.

Um bom prédio mal operado é pior do que um ruim bem operado. Na corrida rumo à eficiência, sem dúvida serão necessários equipamentos e sistemas idealizados para reduzir o consumo de energia/água.  Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), acredita que as discussões de sustentabilidade atuais impactam positivamente as vendas do setor, elevando o número de consumidores preocupados em adquirir produtos como captadores de água de chuva, chuveiros híbridos, aquecedores solares e lâmpadas LED, entre outros.

Entretanto, o que definirá a qualidade do desempenho das edificações é a gestão correta e eficaz das tecnologias implantadas. Sem administração predial e capacidade técnica, o investimento pode descer pelo ralo levando a obra até mesmo a consumir mais recursos do que antes.

Ecobuildings ou green buildings atuam indiretamente na conscientização da sociedade e influenciam diretamente na melhoria do bem-estar e da qualidade de vida. Eles representam um modo de integrar a sustentabilidade ao setor da construção, mitigando efeitos das mudanças climáticas.

Se engajada na busca pela eficiência energética e hídrica, portanto, a indústria da construção tenderá a identificar inúmeras oportunidades de crescimento ao longo de toda a sua cadeia, iniciando um grande processo de adaptação e investimentos em grande escala.

Clique aqui para conferir as palavras de especialistas sobre o tema



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