Disparidade de renda indica urgência de ações em diversidade e inclusão

De acordo com estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em abril, nos últimos cinco anos a desigualdade de renda entre brancos e negros aumentou. Além disso, houve uma redução geral dos rendimentos do trabalho entre os anos de 2016 e 2017, o que indica que, em situações de crise econômica, a população negra acaba sendo a mais afetada.

Em 2012, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), os brancos recebiam uma renda R$ 726,93 maior que os negros. Em 2017, a diferença aumentou para R$ 767,84.

Apesar desse aumento em um período de 5 anos, a desigualdade de renda entre brancos e negros teve uma breve queda entre 2016 e 2017, e, ainda assim, os brancos ganhavam quase o dobro da renda da população negra, como pode ser observado no gráfico abaixo.

 

Renda mensal média de brancos e negros, em R$. Fonte: Ipea

 

O estudo também aponta que a manutenção da desigualdade de renda implica no aumento da pobreza. O Ipea destaca que a proporção de pessoas vulneráveis à pobreza cresceu 0,5 ponto percentual em 2017, atingindo 25% da população brasileira.

A disparidade de renda entre negros e brancos reflete, entre outras coisas, à desigualdade no trabalho. De acordo com o Instituto Ethos, em 2016, nas 500 maiores empresas com operação no Brasil, menos de 5% da população negra ocupavam a posição de executivos, e apenas 6,3% os cargos de gerência. Essa e outras informações podem ser encontradas mais detalhadamente no Guia Diversidade para Empresas & Boas Práticas.

Disparidade de renda entre gêneros

Além da questão racial, o estudo do Ipea também aponta a diferença de renda entre homens e mulheres. De modo geral, a desigualdade de renda entre gêneros diminuiu. A diminuição na diferença de renda entre homens e mulheres aponta um aumento nas ações de inclusão e empoderamento feminino.

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Entretanto, as mulheres estão à frente dos homens nos indicadores de longevidade e educação, ou seja, apesar de investirem mais em educação e formação, as mulheres ainda recebem menos que os homens e ocupam cargos inferiores.

Renda mensal média de homens e mulheres, em R$. Fonte: Ipea

 

Conforme consta no Guia Diversidade Para Empresas & Boas Práticas, dados do IBGE apontam que, apesar das mulheres representarem 51,5% da população brasileira, apenas 13,6% estão em cargos de chefia. E a situação é pior para mulheres negras. Segundo o Instituto Ethos, apenas 1,6% delas estão em posições de gerência e somente 0,4% ocupam as cadeiras de executivos no país.

Acesse o estudo completo do Ipea: Radar IDHM

A importância da Diversidade e Inclusão

Há muito, ainda, a ser feito para se alcançar a equidade de gênero e racial, além da inclusão de pessoas com deficiência, LGBT+ e outras que sofrem com preconceito, intolerância, falta de oportunidades e desigualdades.

Uma das ações que pode contribuir com a construção de uma sociedade mais justa e equitativa é a implementação, pelas empresas e organizações, de uma política de diversidade e inclusão. A transformação da cultura organizacional se dá, contudo, pela formação e educação de todos os colaboradores e lideranças da empresa, inclusive dos profissionais de RH, para que tenham um olhar sensível e voltado para esses temas.

A Ideia Sustentável é uma consultoria em sustentabilidade empresarial e possui diversos serviços em Diversidade e Inclusão. Entre em contato com um de nossos consultores, de forma gratuita, para conhecer nossos produtos e descobrir como podemos ajudar a sua empresa.



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