Entrevistas – “Sem preservação ambiental, o desenvolvimento econômico vai desaparecer”.

Até duas décadas atrás, alfabetizar uma criança era apenas ensiná-la a ler e escrever. Conhecer a leitura e a escrita bastavam para incluí-la no mundo. Com a emergência das novas tecnologias de informação, no entanto, surgiu também uma nova idéia de inclusão, e, por conseqüência, um novo conceito de alfabetização: a digital. Agora, mais recentemente, começou a ganhar força, nos Estados Unidos, um movimento que prega uma terceira forma de alfabetização, denominada ecológica ou ambiental. Para os entusiastas da idéia, pensando no futuro, tão importante quanto saber ler, escrever e mexer em computadores será aprender a lidar com a natureza e a sua preservação.

Entre os que defendem ensinar conceitos de preservação ambiental junto com as primeiras letras está o famoso físico austríaco Fritjof Capra, autor, entre outros, de livros que marcaram época como Ponto de Mutação e o Tao da Física. A seu lado, na busca pela consciência ecológica cada vez mais precoce, encontra-se Zenobia Barlow, fotógrafa, comunicadora e especialista em sistemas de educação ambiental. Em 1995, ela, Capra e três outros experts em educação e meio ambiente fundaram, na Califórnia (EUA), o CEL- Center of Ecoliteracy (Centro de Alfabetização Ecológica), uma instituição pública que apóia governos, organizações educacionais e comunidades, promovendo em escolas primárias e secundárias dos Estados Unidos educação voltada para a sustentabilidade. A metodologia escolhida inclui até que a criança plante o alimento que vai comer.

Para Zenobia, a conscientização é importante, mas sozinha não basta. Ela prescinde de ações diárias, de mudanças de hábitos e de atitudes que fortaleçam a necessidade da preservação ambiental. Do contrário – acredita – a sobrevivência do homem está sob forte ameaça. Ainda segundo a parceira de Capra, engana-se quem acha que a questão ambiental é menos importante do que dramas sociais como a fome e a miséria. Em sua avaliação, estes temas caminham de mãos dadas: a continuidade da existência da humanidade está estreitamente ligada à conservação dos recursos naturais. Veja, na entrevista abaixo, as principais idéias de Zenóbia e Capra sobre como transformar o planeta em um lugar sustentável por meio da educação.

 

Idéiasocial – No inicio do movimento ambientalista, a transversalidade permeava pouco os discursos daqueles que defendiam a natureza. Criou-se até uma certa reserva por parte de alguns setores da sociedade que acreditavam que, ao se defender a natureza, estava-se tirando o foco do homem. Hoje, a integração entre homem e ambiente é colocada como fundamental para qualquer discussão sobre o futuro. O pensamento ambientalista mudou ou mudou apenas sua forma de expressão?

 

Zenobia Barlow – Não gosto de pensar na questão ecológica como algo surgido por força deste ou daquele grupo, nesta ou naquela época, com um ou outro enfoque específico. Para mim, ela é um paradigma que emerge simultaneamente em diversas partes do mundo e nos mais diversos momentos da história. Remonta aos mitos encontrados em antigas culturas e populações tradicionais, como o da busca do “Axis Mundi” [n. do r.: axis mundi é definido como o eixo central de movimentação do mundo, da vida, o canal de comunicação entre as diversas esferas do universo, inclusive entre o sagrado e o profano] mas também se apóia nas temáticas mais contemporâneas. Prefiro pensar que a diferença está onde e como cada população enxerga o tal eixo e não no fato de que ele não seja percebido por todos.

Sei que não é uma lógica simples. Muita gente, no entanto, só conseguiu enxergar a necessidade de lutar pela preservação ambiental – e que a defesa do meio ambiente não se restringia à idéia de conservar áreas distantes , quando o homem começou a sofrer os primeiros efeitos de seu descuido. Nos Estados Unidos, quando o movimento ambientalista deu os passos iniciais, não foram poucos os que consideraram que se tratava apenas da iniciativa de alguns grupos de montanhistas, amantes da natureza que faziam incursões audaciosas pelos lugares mais remotos e ermos do planeta, e depois divulgavam o contato com o mundo inóspito, denominado por eles próprios como “meio ambiente”. E esta visão primária ainda está na cabeça de muita gente. Embora felizmente venha diminuindo, o pensamento equivocado de que o mundo natural e o mundo urbano são distantes e não se relacionam ainda existe.

Os moradores de áreas urbanas, principalmente os mais jovens, começaram a perceber de uns tempos para cá que quando se fala em justiça social não dá para deixar as questões ambientais de fora. Os dois temas estão fortemente vinculados. Contribuiu muito para formar essa nova percepção, por exemplo, a instalação de indústrias poluidoras perto de comunidades pobres no mundo todo. Por terem montado fábricas em regiões de populações politicamente vulneráveis, algumas dessas empresas acreditaram que ficariam impunes quanto ao despejo irresponsável de substâncias tóxicas no ambiente. Mas isso não ocorreu. O efeito da exposição das comunidades aos resíduos tóxicos desencadeou batalhas pelos direitos humanos, e conseqüentemente, a inclusão da questão ambiental na pauta de importantes lutas sociais.

Os chamados “países em desenvolvimento”, entre os quais especialmente a China, constituem outro exemplo ilustrativo. Neles, a degradação ambiental tem gerado graves crises de saúde. O reconhecimento das causas dessas crises por parte da medicina vem ajudando muito na conscientização da população em geral.

Em torno dessa preocupação, nascem então manifestações isoladas ou campanhas pontuais que, somadas, acabam se transformando em um fenômeno de amplitude global, com integrantes das mais diversas origens. É o caso, por exemplo, do Community Food Security Coalition (Coalizão para a Segurança Alimentar) que mostrou existir pontos de convergência entre as reivindicações de populações pobres com dificuldade de acesso à comida, dos fazendeiros de cultivo orgânico e do ativismo urbano por justiça social. As conseqüências da degradação ambiental e do poder concentrado nas mãos de poucas empresas estão unindo ambientalistas até aos que buscam uma reforma no sistema econômico. Envolver gente na causa ambiental requer um esforço profundo de conscientização sobre a interdisciplinaridade das causas.

 

 

 

IS – Ao lado de Fritjof Capra, a senhora participou da criação do conceito de alfabetização ecológica com enfoque nas crianças em idade escolar. Segundo este conceito, aprender a lidar com a natureza é tão importante, para a inclusão no mundo nos dias de hoje, quanto aprender a ler e escrever e a operar computadores. Por que a alfabetização ambiental tem o mesmo grau de importância nesse processo?

 

ZB – Escolhemos o termo “alfabetização ecológica” como uma forma de reafirmar a definição da necessidade do ensino de base, e destacar o que chamamos de “fatos da vida” relacionados à questão ambiental. Queremos que as crianças saibam como se processa toda a dinâmica da vida no planeta. Por isso, trabalhamos tanto aliando teoria e prática, como nos projetos em que as crianças cultivam seus alimentos. Capra, eu e toda a equipe do CEL — Center of Ecoliteracy acreditamos que para criar um futuro sustentável precisamos aliar conhecimento e habilidade, em torno do entendimento de que a questão ecológica é tão básica para o futuro quanto saber ler e escrever e mexer no computador.

 

IS – O conceitos ambientais, alguns relativamente complexos, são mais facilmente absorvidos pelas crianças do que pelos adultos? Por que?

 

ZB – Mais do que ser adulto ou criança, no coração da compreensão ambiental está a capacidade de enxergar a grandiosidade do sistema que gere a vida na Terra, respeitar e admirar toda essa dinâmica repleta de relações de interdependência. Conseguir reconhecer as conexões, a relação de uma pequena manifestação lá do outro lado do mundo com algo que acontece na nossa frente, o chamado “efeito borboleta”, é uma sofisticada forma de esforço intelectual. A capacidade de reverenciar e admirar todo o sistema está em cada um de nós, mas precisa se basear na reflexão que a natureza desperta na comunidade humana.

David W. Orr, um membro do conselho do CEL, costuma afirmar que “todos nós temos afinidades com o mundo natural” mesmo que ainda não as tenhamos reconhecido. Essa afinidade, ou valorização da vida, é o que Edward Wilson, biólogo da Universidade de Harvard, chama de “biofilia”.

Mas é preciso reconhecer que, em termos gerais, o aprendizado mais consistente, que dura pela vida toda, é aquele que se opera na infância, quando somos mais impressionáveis. Antes de terem suas mentes tomadas pela cultura televisiva, pelo consumismo, pelos shoppings centers, pelos computadores e por tantos outros estímulos, as crianças podem descobrir a mágica das árvores, da água, dos animais e de seus habitats. O senso de encantamento das crianças com o mundo natural deve ser nutrido, inclusive – e principalmente – nos centros urbanos. E isso pode ser feito sob as mais diversas formas, como, por exemplo, incentivando o cultivo de uma semente num copo de terra ou a criação de um jardim comunitário entre duas áreas cobertas de concreto.

Tal capacidade também pode ser revivida em um adulto. Mas isso costuma ser mais difícil. É preciso uma mudança mais intensa de valores. Participei de uma conferência recentemente em que foram apresentadas formas de se desenvolver capacidades de aprendizado ligadas a esse tipo de valores. Discutimos se elas podem ser incentivadas na metodologia pedagógica como competência pura e simples ou se devem ser trabalhadas como transformações de hábitos do coração e da mente, essenciais para a prática da sustentabilidade.

Experiências de desenvolvimento local sustentável têm mostrado resultados interessantes. Muitos projetos acontecem sob circunstâncias difíceis de enfrentar, cuja superação costuma levar as pessoas a adquirir compaixão e admiração pelas diferentes formas de vida.

Povos que utilizam de forma racional – e ao longo dos anos – os recursos naturais, dos quais têm a consciência de que são dependentes, passam a cultivar a habilidade de apreciar o mistério, de tratar todos os sistemas vivos como algo sagrado e de desenvolver uma altamente sofisticada compreensão do ambiente em que vivem.

 

IS – Quais os principais pontos da pedagogia desenvolvida pelo CEL para inserir, principalmente nos grandes centros urbanos, o entendimento de que precisamos manter os ecossistemas em equilíbrio se quisermos ter sociedades humanas saudáveis?

 

ZB – Começamos por um trabalho de imersão na natureza tanto dos educadores quanto dos alunos. Eles são submetidos a situações as mais inusitadas. E aqui vale lembrar: o mundo natural não precisa, necessariamente, ser uma região selvagem. Uma semente germinando em um copo, um jardim comunitário ou um pequeno viveiro são ações possíveis em uma escola urbana. Também levamos as crianças da cidade para o campo, para fazendas ou para projetos de preservação ambiental. Tais experiências proporcionam um rico aprendizado que se dá por meio de soluções colaborativas para os problemas reais: as crianças são estimuladas a interagir com os moradores rurais e se deparam com situações que exigem reflexão e tomadas de decisão. Deste modo, conseguem entender o cerne do contexto ambiental e a sua dinâmica, percebem os padrões usados pela natureza para manter a sustentabilidade da vida. Embora pareça inicialmente abstrato, este processo

mostra novas configurações que servem como modelo para as comunidades viverem de forma sustentável.

 

IS – Comportamentos como a do presidente George Bush em relação ao Protocolo de Kyoto interferem em um trabalho educativo e de conscientização como o que é feito pelo CEL?

 

ZB – George Bush e outros que se apegam a idéias repletas de ignorância são pateticamente ineptos a pensar de forma mais articulada e complexa. Ao reduzirem o mundo a conceitos extremos, do tipo preto-branco ou Deus-demônio, achatam os impulsos criativos e os tornam inviáveis. Mesmo assim, eles nos oferecem uma possibilidade de aprendizado. Aprendemos que somos capazes de transcender falsas dicotomias e visões de mundo limitantes como as deles. Aprendemos que devemos nos mover em direção da ação, da criação de futuros líderes com habilidade de pensar de forma sistêmica, de entender o mundo em sua complexidade e na inter-relação entre seus componentes.

 

IS Alguns economistas defendem que a preocupação com o meio ambiente emperra o desenvolvimento econômico. O que os leva a pensar assim?

 

ZB – Há quem tema por seu bem-estar econômico no curto prazo. Há quem receie perder algo e se sinta oprimido por um pensamento de longo prazo em cujo horizonte encontra-se a preocupação com a preservação ambiental. Este é o ponto. A idéia do benefício de curto prazo limita a visão de muitas pessoas e as induz a enxergar apenas uma parte da realidade. Ao contrário do que pregam alguns economistas, com o passar do tempo a preocupação ambiental e o próprio trabalho de preservação são geradores de emprego e estimuladores da economia. E digo mais: quanto mais as pessoas se conscientizarem disso, mais diminuirá o prazo para a obtenção de resultados econômicos concretos. Até mesmo porque, sem preservação ambiental o que vai desaparecer no futuro é o “desenvolvimento econômico”. Sozinho ele não se sustenta.

 

IS – Um dos projetos do CEL leva as crianças a plantarem os alimentos que vão comer, tendo contato com o mesmo da forma mais pura possível. Por outro lado, nos grandes centros urbanos, os alimentos chegam às mesas totalmente modificados, longe de sua forma natural. O suco de laranja em caixinha no lugar da laranja para fazer o suco é um exemplo. Como trabalhar essa mudança de paradigma junto a crianças cujo conceito de laranja está diretamente ligado ao da embalagem de caixinha?

 

ZB – Sem dúvida “falar para crianças” sobre algo que está fora de sua vivência direta e ainda esperar que elas mudem drasticamente suas atitudes, comportamentos e habilidades é ingênuo. Mais do que isso, é insano. Acredito, no entanto, na possibilidade de criar jardins nas escolas urbanas e, aos poucos, proporcionar as crianças um novo tipo de vivência, o conhecimento de uma “nova realidade”. Nas atividades do CEL, costumamos fazer uma espécie de intercâmbio de realidades: as crianças, por um lado, são levadas a visitar fazendas e mercados rurais; os fazendeiros, por outro, são convidados a conhecer as escolas para ver como é a realidade dos jovens nos centros urbanos. As duas partes ganham com essa troca.

Para dar continuidade à apresentação da “nova realidade” às crianças da cidade, desenvolvemos um guia online chamado Repensando sua alimentação na escola. Ele tem como objetivo incentivar e criar recursos para que as escolas reinventem o programa de alimentação dos estudantes de forma a estabelecer uma relação direta entre as refeições e o jardim da escola. Promovemos também aulas de culinária e propomos uma transformação dos ambientes nos quais as crianças se alimentam sempre com o intuito de levar a elas essa nova visão do ato de se alimentar.

Não adianta tratar do assunto só na teoria, com aulas e fotos, principalmente com aquelas que pouco ou nada tem para comer. Falar com as crianças sobre comida sem dar a elas a oportunidade de se alimentar de forma saudável, nutritiva e saborosa seria uma enorme injustiça. Certamente, precisamos achar uma maneira de todas as crianças terem acesso a uma alimentação saudável e estou certa de que vamos conseguir fazer isso.

 

IS – Campanhas de conscientização dificilmente têm resultado imediato e a questão ambiental requer profundas e urgentes transformações. No ritmo em que estamos hoje conseguiremos recuperar o planeta a tempo?

 

ZB – Campanhas de conscientização precisam ter seu espaço independentemente das outras ações necessárias que venham a ser feitas. Preparar o solo antes de plantar é necessário. Mas, evidentemente, se o trabalho encerrar na preparação do solo, jamais se obterá uma colheita. Outro ponto importante que precisamos entender para poder recuperar o planeta é que países ricos e pobres, mesmo que não queiram, estão intrinsecamente ligados. Por mais incrível que isso possa parecer, o entendimento sobre essa interdependência é algo muito recente assim sobre a relação humana com as outras espécies.

Formamos uma população única, provinda de diferentes partes do mundo e espécies. Mesmo que alguns indivíduos não aceitem, tais espécies estão unidas a partir de diversas conexões e são totalmente dependentes da existência de uma dinâmica maior, responsável pela sustentação e continuidade da vida como um todo no planeta.

 

IS – O conceito de sustentabilidade, ainda não totalmente absorvido pela humanidade, é uma visão vanguardista que, se por um lado se apóia na alta tecnologia para o seu entendimento e aplicação, por outro busca exemplos práticos em comunidades milenares. Pode-se dizer então que a sustentabilidade é um modo de viver antigo que usa instrumentos modernos?

 

ZB – Acima de qualquer tecnologia ou teoria, sustentabilidade é prática. Ainda que seja explorada como filosofia, uma forma de conceber o mundo por meio de redes de relacionamentos ou outra visão qualquer. A arte e a ciência da sustentabilidade sobrevivem porque são praticadas há milênios por populações tradicionais e culturas seculares. Ao buscar a sustentabilidade local, o que chamamos de auto-suficiência bioregional, essas sociedades acabam tendo cuidados que nem imaginávamos com todas as formas de vida com as quais interagem.

Devemos sempre lembrar que a vida vem sendo continuamente criada e destruída a cada nanosegundo. A dissolução de tudo que está no universo é inevitável – desde que aconteça em seu tempo devido – para a criação de novas formas de vida. Na linguagem da ciência contemporânea, Fritjof Capra lembra que a criação emerge nos sistemas naturais precisamente nos pontos (ou momentos) de maior instabilidade, quando os sistemas parecem ter chegado ao seu momento de falência, ao seu instante de queda.

 

IS – Como promover alfabetização ambiental e sustentabilidade em comunidades extremamente pobres, que precisam urgentemente de ações que lhes tragam alimento, saúde e geração imediata de renda?

 

ZB – Alimento e saúde são meios perfeitos para a exploração da sustentabilidade e da alfabetização ecológica, seja em comunidades pobres ou nas classes média e alta. Uma crise recente de obesidade e outras doenças relacionadas com a alimentação nos proporcionou uma ótima oportunidade para lançar o programa School Lunch Iniciative (Iniciativa para alimentação na escola) e reforçar o projeto Rethinkink School Lunch (Repensando a alimentação na escola) que já vinha sendo aplicado.

A saúde é um forte indicador da flexibilidade e da resistência de um sistema vivo. Ela propicia um contexto perfeito para discutirmos como obtemos e usamos a energia em todos os aspectos que envolvem a nossa alimentação: na agricultura e na nutrição.

Comunidades pobres, que lutam muito mais para ter o que comer do que por que tipo de alimento vão comer jamais conseguirão administrar as questões de sustentabilidade sozinhas. É necessário que a grande comunidade humana olhe para elas, pois ricos e pobres integram essa rede de conexões que comanda a vida. Se uma parte entra em colapso, o resto do sistema poderá sucumbir junto por mais distante do problema que alguns tentem acreditar que estão.

 

 

 

IS – Qual a maior barreira para a conscientização das pessoas em relação à necessidade de proteger o meio ambiente?

 

ZB – São inúmeras. Não dá nem para contar, mas algumas são mais emblemáticas e trazem dificuldades mais significativas. E nem sempre são visíveis. Quando penso na questão que você coloca nessa pergunta gosto de lembrar uma frase proferida, certa vez, pelo Ministro da Agricultura de Cuba. Ele me disse que o maior entrave no desenvolvimento de seu país não foi o embargo comercial dos Estados Unidos, mas o “embargo da mente”. A dificuldade de compreender a importância da proteção do meio ambiente tem a ver com o fato de que há muitas consciências embargadas no mundo.




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