Estudo NEXT – Especial MPE – Tendência 6: Liderança

Faça o download do estudo completo: http://goo.gl/J1Dm0Z

Tendência 6: Liderança

 

Perfil de futuro

Emerge, em todo o mundo, um novo tipo de líder que pensa, age e toma decisões com base em valores e crenças ligados ao universo da sustentabilidade, como ética, transparência, diversidade, respeito ao outro e respeito ao meio ambiente. “Globalmente responsável”, “sustentável” ou “divergente positivo” são alguns dos nomes conferidos a ele. Sua presença, cada vez mais notória, está acelerando o processo de sustentabilização nas empresas, inclusive nas MPE

Ginger Dosier criou, nos EUA, a Biomason, que fabrica tijolos de barro usando bactérias que eliminam o processo de queima e, portanto, o uso de combustível fóssil. O chef Ramon Simões fundou, em Salvador (BA), o restaurante Armazém do Reino, que tem cardápio diferente a cada dia, alimentos cultivados em horta própria com adubo orgânico e a possibilidade de participação do cliente no preparo da comida. A engenheira norte-americana Molly Morse abriu a Mango Materials que transforma metano em plástico biodegradável para fornecer insumo verde às indústrias de brinquedos, embalagens e materiais agrícolas. Gilberto Meireles investiu suas economias na Estação Resgate, em Sete Lagoas (MG), para recolher entulho mandado para aterro, reciclá-lo e devolvê-lo ao mercado da construção civil, na forma de pedra, a um custo entre 30% e 40% mais baixo do que o insumo extraído da pedreira.

Esses quatro personagens têm pelo menos três pontos em comum: são empreendedores na faixa dos 30-40 anos, estão à frente de pequenas empresas que escolheram a sustentabilidade como fator diferencial e, por fim, encaixam-se num perfil de líderes muito afinados com os valores deste século 21, conhecidos por diferentes nomes: líderes globalmente responsáveis (Pacto Global, da ONU), líderes sustentáveis (Ricardo Voltolini, Ideia Sustentável) ou divergentes positivos (Sara Parkin, Forum For The Future).

Ao identificar a ascensão desse novo tipo de liderança como uma tendência importante de sustentabilidade também para MPE, o NEXT nada mais fez do que sintetizar um grande número de estudos compilados e analisados regularmente pela consultoria think tank Ideia Sustentável nos últimos cinco anos. Desse processo de investigação permanente nasceram já dois livros – Conversas com Líderes Sustentáveis e Escolas de Líderes Sustentáveis – e o movimento Plataforma Liderança Sustentável, que conta hoje com 30 CEOs e 11 executivos de sustentabilidade das principais empresas brasileiras.

Na origem do interesse pelo tema está a constatação acerca da emergência, em todo o mundo, de um nova categoria de líder que pensa, age, toma decisões e têm crenças e valores diferentes dos líderes de negócio convencionais.  Eles podem estar sentados na cadeira de presidente de grandes empresas, atuando na posição de altos executivos ou fazendo as vezes de intraempreendedores na média gerência, trabalhando inovações nas bordas das companhias ou ainda capitaneando – casos de Dosier, Simões, Morse e Meireles – micro e pequenas empresas já preocupadas em fazer de seus negócios soluções para dilemas globais de sustentabilidade.

Em 2009, quando Ideia Sustentável começou a pesquisar a liderança sustentável, havia apenas um estudo internacional relevante sobre o tema. Os norte-americanos Cynthia McEwen e John Schimidt, da consultoria Avastone, entrevistaram executivos de dez companhias globais interessados em testar uma hipótese: a de que o mindset dos líderes influenciava o ritmo com que uma empresa avançava de um estágio para outro na escalada da sustentabilidade. Eles concluíram que, sim, influencia. E muito. A baixa velocidade na transição devia-se –segundo eles – à ausência de um certo tipo de liderança que definiram como “de capacidade superior”, aberta ao chamado “desenvolvimento vertical” (veja em Palavra de Especialistas), isto é, capaz de aprender a partir de um novo olhar e de novas referências, “vivenciando” o conhecimento e transformando-o em experiência nova – exatamente como propõe Otto Scharmer, professor do MIT, na sua tão famosa quanto incompreendida Teoria U.

Cinco anos e muitas pesquisas depois, os especialistas ouvidos para este estudo do NEXT concordam que não só é possível estabelecer os traços do perfil deste líder de “capacidade superior” – globalmente responsável, sustentável ou divergente positivo – como observar que a sua presença, cada vez mais marcante, começa a influenciar no desenho de novas formas de pensar e fazer negócios nas grandes e nas MPE. “Não importa em que tipo de negócio se atua nem o setor ou o porte da empresa, o novo líder terá de pensar em sustentabilidade com base no ambiente em que está operando. Mais do que isso, terá de refletir sobre como suas operações afetam o ambiente e a sociedade. Não é uma questão superficial. As questões ambientais, sociais e de governança são fundamentais para o longo prazo de um negócio. Esse conceito, colocado em prática por novos líderes, tem evoluído muito a ponto de determinar um novo parâmetro de sucesso empresarial”, afirma Lucy Marcus, professora do Instituto de Empresas, da Business School, de Madri (Espanha).

Com o objetivo de melhor compreender as características distintivas do líder focado em sustentabilidade, apresentamos conclusões de estudos de Robert G. Eccles (Harvard Business School), Ricardo Voltolini (Ideia Sustentável), Pamela Schawb (Universidade de Nebrasca) e Sara Parkin (Forum For the Future).

A despeito do uso de termos distintos, há entre elas, como será possível ver, interfaces claras e evidente consonância, o que apenas reforça a ideia de uma visão convergente tanto sobre o papel quanto as competências e responsabilidades desse novo tipo de liderança.



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