Estudo NEXT – Especial RH – Tendência 6: Valorização da Média Gerência

Tendência 6: Valorização da média gerência

O RH deve envolver todas as áreas/partes interessadas e os gestores de nível médio ligados a funções direta ou indiretamente relacionadas com sustentabilidade

 

Para Ellen Weinreb, o corpo geral de funcionários segue as lideranças se a mensagem for clara. “E é a média gerência que tem a responsabilidade de traduzir a mensagem em planos estratégicos e no trabalho do dia a dia, e implementar os programas e práticas”, diz a consultora americana em artigo. Muitas vezes, o investimento na formação de quadros médios e a preparação para liderar e incorporar práticas de sustentabilidade não é suficiente – se é que existem, diz ela.

Para a especialista, todos os funcionários deveriam receber treinamento sobre o tema anualmente ou de forma regular. “Os colaboradores devem ter responsabilidades diretas como, por exemplo, administrar o consumo de energia, e indiretas. Pelo menos o primeiro grupo precisa receber treinamento técnico e especializado em sustentabilidade; àqueles com responsabilidades indiretas podem receber um treinamento mais generalizado. De qualquer maneira, esse programa precisa ser relevante, incluindo, por exemplo, saúde e segurança para trabalhadores de fábrica, e sustentabilidade estratégica para executivos da diretoria”, explica.

Andrew Savitz concorda que a valorização da média gerência seja, de fato, uma tendência a ser desenvolvida. Mas convida a uma reflexão: “É justamente nos gestores intermediários que muitas políticas de sustentabilidade encontram resistência e travam”. Normalmente, segundo o especialista, as pessoas do topo e de cargos mais rasos entendem a mensagem da sustentabilidade mais facilmente, mas os que estão no meio, nem sempre agem da mesma forma. “Os middle managers resistem a se reinventar porque foi a maneira antiga de trabalhar que os levou até a posição de sucesso em que se encontram. Além disso, estão acostumados a serem recompensados por baterem metas de produção e operacionais que, em geral, não incluem targets de sustentabilidade”, explica.

Para Savitz, no caso da média gerência, incentivos financeiros podem ser a melhor alternativa. “Os incentivos para esse público devem ser diferentes se o objetivo é fazer com que mudem sua orientação. É fácil, para um executivo, falar sobre sustentabilidade; mas se essas pessoas do meio da hierarquia forem pagas para ‘fazer o trem chegar na hora certa’, é isso que vai tornar a sustentabilidade prioridade na agenda delas”, afirma o especialista, embora avalie que esta ainda não tem sido a prática na maior parte das empresas.



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