Sustentabilidade na área de Saúde

A consultoria Ideia Sustentável acaba de lançar o terceiro de uma série de quatro estudos do NEXT – Observatório de Tendências em Sustentabilidade: Sete Desafios de Saúde e Sustentabilidade”, que apresenta os desafios de sustentabilidade relacionados ao setor da saúde que abordam desde a responsabilidade individual sobre o bem-estar até os impactos socioambientais e econômicos do setor. Para especialistas ouvidos, no Brasil não há um diálogo organizado no setor que, além de atuar conjuntamente, precisa aliar o progresso social ao econômico.

Os sete desafios mapeados são: Responsabilidade individual; Visão integral da saúde; Meio ambiente como causa e cura de doenças; Saúde como estratégia de sustentabilidade das empresas; Gestão de impactos; Tecnologias mais acessíveis; e Novos produtos e serviços.

Todos os temas da iniciativa NEXT são definidos em conjunto com a Fundação Espaço ECO®, principal apoiador da iniciativa, seguindo dois critérios básicos: a relevância do público-alvo principal (e a sua capacidade de produzir mudanças) e o potencial para gerar transformação em um determinado setor. Neste caso, o fator preponderante é a importância do setor da saúde para a competitividade de uma nação, uma vez que a produtividade depende de cidadãos saudáveis.

O estudo conta ainda com dois apoiadores pontuais, organizações sérias e comprometidas com a discussão do tema da sustentabilidade: Hospital Sírio-LibanêsUnimed. E também os apoios institucionais do Instituto Saúde e Sustentabilidade, por meio de seu projeto Virada da Saúde, da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma).

“Muitas doenças que assolam a população mundial poderiam ser minimizadas com países mais sustentáveis; segundo o Instituto Trata Brasil, numa lista de 200 países, o Brasil é o 112º no ranking em qualidade de saneamento básico. A falta de um sistema de saneamento adequado gera uma série de doenças na população, como Diarreia, Cólera, Hepatites, Leptospirose, entre outras. Além disso, estima-se que a cada R$ 1,00 gastos com tratamento de esgoto, são economizados R$ 4,00 em saúde pública”, afirma Roberto Araújo, diretor-presidente da Fundação Espaço ECO®, destacando os desafios que tratam das questões ambientais, bem como a importância de ter hábitos saudáveis de alimentação e do investimento em tecnologias que permitam o diagnóstico precoce de doenças.

Os estudos NEXT sempre trazem tendências para os setores analisados; dessa vez, porém, o levantamento destaca desafios que apresentam provocações que, a partir de mudanças de visões e práticas, trarão benefícios e impactos positivos para a economia, a sociedade e o planeta. “O que nos chamou a atenção é que, um dos desafios apresentados, o Desafio Zero, foi inicialmente sugerido como tendência, mas não contou com a validação dos especialistas ouvidos. Segundo eles, apesar de relevante na teoria, ampliar o acesso à saúde de qualidade por meio da gestão baseada no valor compartilhado é um tema difícil na prática”, afirma Ricardo Voltolini, diretor-presidente da Ideia Sustentável.

Neste Desafio Zero, o NEXT aborda a necessidade da eficiência da gestão da saúde desde a atenção básica até os atendimentos de média e alta complexidade. Para que essa evolução seja possível, governos, profissionais, sociedade civil, setor farmacêutico e demais atores do sistema devem atuar conjuntamente. Mas, para muitos entrevistados do estudo, não existe no Brasil um diálogo organizado na área.

Surge, assim, a necessidade de um valor compartilhado, que baseia os sete desafios apresentados. Esta ideia traz uma nova concepção de sucesso econômico, que aumenta a competitividade ao mesmo tempo que melhora as condições socioeconômicas das comunidades do entorno. Ou seja, na área da saúde, este valor está relacionado aos resultados atingidos em benefício do paciente. Valor este relacionado ao segundo desafio, que traz a importância de uma visão integral da saúde com um olhar sistêmico para o bem-estar do paciente, conectado à natureza e à redução do uso de serviços convencionais.

Paciente este que, segundo o primeiro desafio, deve cuidar de sua própria saúde. As pessoas buscam atualmente o melhor modo de viver e isso depende de suas escolhas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), se fatores de risco importantes – como tabagismo, alimentação não saudável, inatividade física, estresse, obesidade e consumo de álcool – fossem eliminados por meio de mudanças de hábitos, pelo menos 80% de todas as doenças do coração, dos derrames e dos diabetes do tipo 2 seriam evitados.

Os demais desafios abordam questões relacionadas ao setor e as empresas de modo geral, principalmente, como elas podem promover um estilo de vida saudável de seus colaboradores, como a área da saúde deve gerir seus impactos socioambientais e ampliar a oferta de inovações à saúde.



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